quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ou dá certo ou dá certo: dicas para seu filho comer bem!


Café da manhã feito pela nutricionista Camila: Seja criativo!
A mãe e nutricionista Camila Garcez Farias já nos deu orientações ótimas aqui, aqui e aqui no blog para ajudar nossos filhos a comerem bem. Reuni aqui mais algumas dicas úteis que ela passou para tornar o momento da alimentação mais tranquilo, saudável e prazeroso (para pais e filhos):

Seja criativo!
“Quando eu era pequena minha mãe foi muito criativa. Ela fazia leite cor-de-rosa de princesa, que na verdade era leite batido com beterraba. Usava forminhas de bolacha para cortar as fatias de pão em formatos diferentes. Cortava frutas e arrumava no prato em formato de flor. São estas coisas que nos ajudam a ensinar nossos filhos que comer pode ser prazeroso e divertido.”

Quem assiste Discovery Kids já viu as dicas de comidinhas divertidas. Algumas parecem tão complexas, mas um monte de uva ou uma banana fatiada pode virar qualquer coisa que sua imaginação permitir! Se ser mãe é voltar à infância, aproveite a criatividade em todas as áreas.

Leve seus filhos às compras
“Outra forma de gerar interesse pelas frutas e verduras é levar as crianças à feira. Não gosto de levar meus filhos ao supermercado, pois levo muito mais tempo para fazer as compras e eles sempre querem encher o carrinho de guloseimas. Por isso, sempre deixo para comprar as frutas e verduras na feira com eles. Eles gostam muito de ajudar a escolher. Desta forma eles conhecem frutas diferentes e nos fazem comprá-las, o que é importante para sair daquela rotina de banana-mamão-maçã.”

Conhecer frutas, legumes e verduras in natura desperta a curiosidade das crianças e atraem para o alimento. Afinal, são tantas cores e formatos bonitos e diferentes que dão mesmo água na boca.

Cozinha é lugar de criança
Caleb, filho da nutricionista Camila, curtindo
seu café da manhã
Segundo a nutricionista, chamar seus filhos para participar na hora de preparar a refeição também é muito interessante, pois desperta a curiosidade e o interesse pelo alimento que está sendo preparado. “Quando o Caleb tinha menos de dois anos eu o mantinha sempre fora da cozinha e não o deixava entrar por ser um lugar muito perigoso. Aos poucos percebi que para despertar o interesse dele era necessário deixa-lo participar do processo, de forma segura.  Agora eu pego os meus filhos no colo, mostro o alimento cru, mostro ele cozinhando na panela ou forno e mostro como ficou. Eles também podem ajudar a preparar bolos, bolachas, gelatina, dependendo da faixa etária. Para eles é como uma experiência científica, ou até mágica!”

Abaixo o preconceito
Muitos dos nossos preconceitos alimentares nós também ensinamos aos nossos filhos. Quem daria alho cru para a criança comer? Ninguém, pois não comemos alho cru, só cozido nas preparações, não é? “Um dia eu estava cortando alho e cebola para temperar o feijão e meu filho perguntou o que era. Eu disse que era alho e cebola. Ele disse ‘me dê um pouquinho’ e eu respondi: ‘é ardido, tem certeza que quer experimentar?’. E quis mesmo, então eu dei; Para minha surpresa, ele gostou! E também gosta de mostarda escura, curry, limonada, morango (sem adição de açúcar), comida japonesa e chinesa porque provou. Ele me surpreende”, conta Camila.

Da mesma forma, são os alimentos que os pais não gostam, afirma a nutricionista. “Muitas vezes deixamos de oferecer alimentos que nós não gostamos. São os nossos preconceitos e preferências que muitas vezes ensinamos a eles, não dando espaço pra eles experimentarem e descobrirem suas próprias preferências.” Eu mesma confesso esse meu erro. Não como nada que vem do mar, por isso, nunca tem peixe lá em casa. Outro dia a Manuela pediu para comer peixe e quando compramos, ela ficou na maior alegria. Às vezes, ainda vê o frango e comemora achando que é peixe...


Eu, tentando ser criativa...
Camila conta que quando criança, sua mãe gostava, mas não tinha o costume de cozinhar dobradinha, fígado, moela, língua etc e, por isso, não comia estes alimentos e nem lembra de ter experimentado na época. “Já adulta, tentei aprender a gostar, mas não consegui. Porém, acho importante que meus filhos provem estes alimentos desde pequenos. Por isto, mesmo não gostando de prepara-los para mim, quando minha avó cozinha bucho ou fígado eu levo meus filhos para comerem lá. Eles já aprenderam a comer fígado. Isto para mim já é uma vitória!”

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Crianças e guloseimas: o que fazer?

Eu fui uma criança que tive total liberdade para comer o que eu bem entendesse e quisesse. O resultado hoje é que sempre fazendo dieta para controlar o peso. Enfim, hoje lá em casa as guloseimas são controladas. Não tanto quanto eu acho que deveriam ser porque eu mesma sou louca por doces. Mas a Manuela tem acesso ao pote de doces e sabe que não pode comer sem a minha autorização. Além disso, temos aquelas regras básicas: só depois da refeição, não come mais do que um por dia, às vezes é "não" e ponto final etc e tal.

Mas, mesmo que a gente se esforce, sempre tem amigos e familiares que gostam de dar as guloseimas para nossos filhos. Minha mãe dá tanto doce para a Manuela, que é ela quem abastece o pote de doces de casa... Felizmente, mesmo sendo vó, algumas das minhas regras ela cumpre (só algumas, rs).

“Mesmo fazendo de tudo para ensinar nossos filhos a se alimentarem bem, tem sempre aqueles amigos e parentes que ‘desensinam’. Dão pirulito pra criança logo antes de almoçar, oferecem refrigerante, chocolate, bolacha recheada e bala para o bebê. Todos passam por isto”, comenta a nutricionista e mãe Camila Garcez Farias (que já ensinou sobre alimentação infantil aqui e aqui). Ela diz que o importante é que esses momentos sejam a exceção.

“Na casa dos avós, por exemplo, tudo é mais liberado. Com as pessoas mais próximas eu procuro comunicar a minha rotina. Quando meus filhos vão à casa dos meus pais, eles lhes oferecem fruta no café-da-manhã, dão doce só depois das refeições, não oferecem salgadinhos ou bolachas recheadas, dão suco ao invés de refrigerante. Mas na maioria dos lugares isto não funciona. Não tem como colocar uma redoma ao redor do seu filho.”

Mas ela lembra que educação alimentar em casa é o primeiro passo. Se a crianças já sabe o que faz bem, já segue uma rotina na alimentação e tem “combinados” com seus pais, elas mesmas tendem a repetir o padrão fora de casa. “Um dos ‘combinados’ que temos na minha casa é que eles têm que comer uma fruta antes do sucrilhos ou do pão no café da manhã. Eu não pergunto se eles querem fruta, mas sempre pergunto qual fruta eles querem e lhes mostro as opções. Desta forma eles sentem que estão participando da escolha do que comer, pois sabem que podem escolher a fruta. Os ‘combinados’ que fazemos em casa facilitam muito a nossa rotina e norteiam até mesmo quando eles não estão em casa. Um dia meus filhos dormiram na casa dos meus pais e minha mãe lhes ofereceu sucrilhos pela manhã. Logo o Caleb (4 anos) perguntou: ‘Vovó, você esqueceu a minha frutinha?’.”

Segundo a nutricionista, os ‘combinados’ devem ser feitos segundo a faixa etária da criança ou bebê. Quando ele ganhar um pirulito de alguém na hora do almoço, guarde e diga que ele pode comer de sobremesa. Se for bebê, agradeça e diga que ele ainda não come doces. Ensine que os doces e a má escovação podem gerar cáries; que quando exageramos em comer frituras, doces e refrigerantes podemos nos sentir mal e ter dor de barriga. "O importante é eles saberem que é permitido, mas que não devem exagerar. Sem dúvida, é um aprendizado que eles levarão por toda vida", afirma Camila.


Para o próximo post, reuní várias dicas legais da Camila para vocês! 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

“Meu filho só come macarrão.”

Já é difícil ensinar bons – e saudáveis – hábitos alimentares para as crianças. E fica ainda mais difícil quando a lista do que seu filho não come é muito maior do que das coisas que ele come. A nutricionista e mãe Camila Garcez Farias (que já apareceu por aqui) fala um pouco sobre isso. “Já vi muitas mães reclamarem ‘meu filho só come arroz’, ‘meu filho só come carne’, ‘meu filho só come macarrão’. Lembro-me de uma professora que dizia: ‘Tudo isto é fase e nós devemos respeitar, pois logo passa’. Só que para muitas mães esta fase parece não passar nunca!”

A nutricionista lembra que há estudos que dizem que devemos oferecer um alimento pelo menos 7 vezes para uma criança antes de afirmar que ela gosta ou não. Muitas mães tentam uma vez e desistem. Eu mesma já tentei algumas vezes a batata salsa com a Manuela e não adianta, ela diz que não gosta. Mas acho que ainda não cheguei às sete vezes.

“Eu não julgo as mães que desistem, pois sei como é frustrante ficar fazendo comida para depois a criança não comer ou cuspir tudo. O problema muitas vezes é a estratégia e cada mãe tem que descobrir qual estratégia funciona melhor com cada filho, pois cada um é diferente. Por exemplo, meus filhos não gostam de berinjela. Adoro berinjela refogada ou patê, mas eles detestam. Uma amiga minha me ensinou uma receita de kibe de berinjela. Fiz e eles adoraram! Às vezes batemos na mesma tecla, insistimos nas mesmas receitas e esperamos resultados diferentes. Cabe a nós sermos mais criativas tanto na forma em que é preparado quanto na forma em que é oferecido o alimento”, comenta Camila.

Ela ainda ressalta uma coisa muito importante: não rotule os gostos de seus filhos. Se ele diz que não gosta de algo, isso não significa que nunca irá gostar! “Além de oferecer várias vezes, e de formas diferentes, lembre-se de que as preferências alimentares mudam com o tempo. Ofereça de vez em quando e sempre dê a ele a oportunidade de querer experimentar.”  Por exemplo, se seu filho não gosta de tomate e você vai em algum lugar em que alguém vai servi-lo, não diga que ele não gosta de tomate. A nutricionista explica: “ele vai tomar para si este ‘rótulo’. Pergunte se ele quer e deixe que ele decida. Mesmo que a resposta usual seja ‘eca!’ ou ‘claro que não!’, continue perguntando, você pode ser surpreendida algum dia por um sim”.

Não perca o próximo post sobre as guloseimas!!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Férias nos shoppings de Curitiba

Para quem ainda quer aproveitar as programações de férias nos shoppings de Curitiba, seguem algumas opções:

Bob Esponja no Mueller - Último Final de semana
Até o dia 21 de julho ainda dá tempo de conferir a atividade "Bob Esponja - Diversão no Fundo do Mar", no Shopping Mueller. As brincadeiras incluem mergulhos na cama do Bob Esponja, aulas na escola de pilotagem da sra. Puff, caça de águas vivas e o preparo de hambúrgueres de siri na cozinha do Siri Cascudo.

Neste sábado (20) e domingo (21), o Bob Esponja irá visitar o shopping para tirar fotos com a criançada. Verifique os horários da visita: Sábado, 14h, 15h30, 17h, 18h30 e 19h30/ Domingo, 14h, 15h30, 17h e 18h.

As atividades funcionam das 14h Às 20h, no Piso Cinemas - Shopping Mueller, e são indicadas para crianças de 0 a 12 anos. A entrada é gratuita.


Angry Birds no Shopping Estação
A atração de férias no Estação é um verdadeiro Parque de Diversões com o tema Angry Birds. São vários briquedos e preços diferentes:

Grua de Pelúcia: R$ 5,00 a ficha
Para testar as habilidades de adultos e crianças, há duas gruas personalizadas, cheias de personagens de pelúcia. As pessoas que demonstrarem suas habilidades e conseguirem apanhar um personagem levarão o mesmo para casa

Torre dos Pássaros: R$ 12,00 por pessoa
Essa é a atração mais radical do espaço. Com aproximadamente 7 metros de altura, os visitantes testaram sua coragem nesse simulador de voo/queda livre

Torre de Atividades: R$10,00 por pessoa
Esse espaço é o playground das crianças e a atração mais interativa do Park. Nele, os visitantes poderão percorrer diversos módulos do castelo dos porcos, com o intuito de se divertir e ajudar os Angry Birds a acharem seus ovos e salvarem seus filhotes

Tela Interativa: gratuito
Uma área interativa, com 3 televisores e playstation 3 com joy stick, onde é possível fazer uma imersão no mundo digital jogando o game que é sucesso em todo mundo.

Acertando os porcos: R$ 5,00
Uma área reservada no Park, o tiro ao alvo deixará os visitantes testarem suas habilidades com o famoso estilingue de pássaros. O mesmo arremessará os personagens de pelúcia com o objetivo de destruir os castelos dos porcos.

Balanço de mola: gratuito
Espaço destinado às crianças de menor idade que poderão brincar nos balanços de molas personalizados.

A atividade fica até o dia 10 de agosto e funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 11h às 20h.


Pizzaria Maluca no Shopping Jardim das Américas
No Shopping Jardim das Américas, acontecem oficinas de minipizza às 15h, às 17h e às 19h, até o dia 28 de julho. É para crianças de 4 a 12 anos e é preciso fazer a inscrição no mesmo local a partir das 14h, pois as turmas são limitadas. A taxa é um pacote de bolacha recheada.

Das 14h às 20h, ainda funciona o Clubinho Kids com camarim de pintura, brinquedos e painéis de pintura.


Pizzaria Kids no Shopping Palladium
No Shopping Palladium a diversão também acaba em pizza (frase mais clichê impossível). A atividade, voltada para crianças de 3 a 12 anos, acontece de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h, aos sábados, das 12h às 20 horas, e aos domingos, das 12 às 19h, na Praça de Eventos do Piso L1. O custo é R$ 3, para 30 minutos.


Patinação no gelo no ParkShopping Barigui
No ParkShopping, foi montada novamente a pista de patinação no gelo. O circuito de 30 minutos custa R$ 30,00 e uma hora R$ 50,00.
O percurso de trenó, exclusivo para crianças menores de cinco anos e com altura máxima de 1,10m, tem duração de cinco minutos e custa R$ 15,00.
Até o dia 4 de agosto, a pista funcionará de segunda a sexta, das 11h às 23h, sábados, das 10h às 22h, e domingos, das 12h às 21h.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Criança comendo bem! Confira o depoimento da mãe e nutricionista Camila Farias

"No dia a dia, quem alimenta é a mãe e
não a nutricionista", Camila Garcez Farias
é nutricionista e mãe do Caleb
(4 anos e sete meses) e da Mariana
(1 ano e 8 meses)
Conhecida de longa data, a nutricionista Camila Garcez Farias se tornou mãe na mesma época que eu. O Caleb, seu primogênito, nasceu poucos dias antes da Manuela, há mais de 4 anos. Hoje ela também é mãe da Mariana, de 1 ano e 8 meses.

Formada pela UFPR, a Camila sempre estimulou a galera a ter uma alimentação saudável. Lembro de uma vez, na praia, estávamos brincando com um jogo de tabuleiro (só marmanjos sem filhos) e ela veio, tirou a barra de chocolate da mesa e colocou um pratinho com manga cortadinha para a gente comer.

Com a preocupação em fazer nossos filhos comerem sempre bem, resolvi perguntar para ela: como você faz com seus filhos? Você acha que sua formação contribuiu para eles terem uma alimentação mais saudável? Amei o depoimento dela, foi tão legal, que resolvi fazer uma série com as dicas. Para começar, confira o que ela conta sobre o relacionamento dela e das crianças com a comida.

“Quando era criança, lembro-me de ser influenciada a experimentar alimentos quando me falavam das suas vantagens (vitaminas). Eu sempre perguntava: ‘Esse é bom pra quê?’ Vejo no Caleb, meu filho de 4 anos, este mesmo interesse. Ele me pergunta: ‘Mamãe, o que tem ferro? Porque eu quero ficar forte!’ Aproveito o interesse dele para ensiná-lo. Eu procuro passar meu conhecimento sobre alimentação no dia-a-dia, durante as refeições e quando vou comprar frutas e verduras na feira.

Meus filhos comem bem, o Caleb come melhor do que a Mariana, que tem 1 ano e 8 meses. Cada filho é diferente mesmo! Ela é muito mais exigente que ele. Ambos comem melhor que muitas crianças, mas conheço algumas crianças que comem bem também. Eu não acho que meus filhos comem bem porque sou nutricionista. Vejo muitas mães que comunicam sobre a importância de uma alimentação saudável e das propriedades nutritivas dos alimentos e que não são nutricionistas. Assim como conheço nutricionistas cujos filhos não se alimentam bem. No dia-a-dia é a mãe quem alimenta e não a nutricionista.

A maioria das mães tem uma noção geral do que é bom para o seu filho e tem meios acessíveis para adquirir tais informações. Entretanto, nutricionistas ou não, todas cometemos erros e acertos na hora de educar.

Fazer boas refeições numa rotina com horários pré-estabelecidos é um hábito que cabe a mães e pais ensinarem. É geralmente repetitivo e exaustivo, assim como a diversos hábitos que tentamos ensinar aos nossos filhos. A maioria dos bons hábitos alimentares que tento passar para os meus filhos aprendi na convivência em família e não na faculdade.

É claro que o que eu aprendi na faculdade é importante, mas é mais útil em momentos específicos em que há algum tipo de intolerância ou restrição alimentar devido a alguma doença, como intolerância à lactose, diarréia, constipação, ou até em casos de doenças crônicas como o diabetes.

Desde pequena eu aprendi a importância de comer à mesa, não ficar beliscando entre as refeições, não tomar muito suco durante a refeição, comer de tudo um pouco,  não exagerar nas guloseimas,  ‘papar tudinho’,  comer corretamente com os talheres, ter boas maneiras à mesa etc. Além desta tarefa árdua que é ensinar bons hábitos alimentares, ainda temos que nos empenhar em fazer uma refeição gostosa e variada.

Não é nada fácil. Mas uma boa alimentação é mais que um bom hábito, é uma forma de viver que vai trazer bem-estar e saúde ao corpo durante toda a vida. Por isso devemos dar o nosso melhor para que nossos filhos aprendam a se alimentar e não simplesmente comer.”

Aguardem que logo teremos mais posts sobre nutrição com dicas da nutricionista e mamãe Camila Garcez Farias.

terça-feira, 16 de julho de 2013

"Isso dá vergonha!"

Como vocês sabem (o blog e o Facebook me denunciam), eu ADORO contar as peripécias da Manuela para todo mundo. No mundo off-line, eu também conto as coisas engraçadas que ela falou, as artes que aprontou e as conquistas. Só que descobri esses dias que ela não gosta disso.

Nesse final de semana, estava conversando com a minha enteada e contando como que a Manuela aprendeu a não fazer birra e que, na verdade, ela só tinha feito uma cena de birra em público a vida toda. E contei para ela como foi. A Manuela olhou para mim, fez biquinho de choro e disse: "Mamãe, isso dá vergonha". Eu perguntei o que dava vergonha e ela explicou: "O que você fica falando de mim".

No dia seguinte, enquanto tomávamos café na casa do meu vô, estava contando mais algumas dela, mas já tinha esquecido da experiência anterior. Ela olhou para mim, fez uma cara bem de braba e cruzou os braços. Daí eu lembrei, que isso "dá vergonha". Pedi desculpas e só voltei a falar depois que ela já tinha saído da sala. Como disse minha prima, eu posso ficar tranquila até ela aprender a ler e criar um facebook para ela.... Vou ter muito o que explicar quando isso acontecer.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Chega de lágrimas mesmo!

Eu sempre tive cabelo super comprido, desde minha infância. E minha mãe sempre conta que na hora de pentear era uma tristeza, eu ficava choramingando enquanto ela sofria para desembaraçar aquela cabeleira. Até que um dia ela se encheu, me levou no salão e mandou cortar meu cabelo chanel. Eu tinha nove anos e parecia um cogumelo. Super bizarro.

Enfim, hoje eu sofro com a Manuela. O cabelo dela nem é mais tão comprido, mas embaraça pacas e é um sofrimento para pentear. Ela fica choramingando, sempre reclama que está doendo. Um dia - com a paciência esgotada - eu falei para ela: "Eu sei que está doendo. Eu parto do pressuposto que sempre que eu penteio o seu cabelo dói, ok? Não precisa me falar. Eu estou fazendo o meu melhor para doer menos". Que dó, que dó, que dó...

Mas desde que ela era bebê eu procuro produtos desembaraçantes para testar. Já usei o spray da Turma da Mônica e o Crescidinhos da Johnsons. E, apesar de ter achado os dois bons, encontrei o mellhor: o condicionador desembaraçante para cabelos cacheados da Johnsons Baby.

É baby mesmo (e não Crescidinhos), não precisa de enxágue e desembaraça SUPER bem. Além de ter um cheirinho muito gostoso! Indico para as mães que sofrem com a hora de pentear o cabelo.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Monica no Circo: a gente foi!


Ontem, eu e a Manuela fomos ao espetáculo Turma da Mônica no Mundo do Circo. Em Curitiba, o espetáculo fica só até domingo, mas tem previsão em outras praças. Vejam lá no site.

O show dura uma hora e 50 minutos, mais ou menos, já considerando os 15 minutos de intervalo. Ah, começou pontualmente! A Manuela gostou muito e eu também. Isso porque reúne elementos circenses - palhaço, malabarista, trapezista, mágico - com os personagens da Turma da Monica interpretando diversas cenas engraçadas. Eu confesso, que achei alguns números meio longos e cansativos, mas a Manuela amou e acho que o público-alvo era ela, né?

Hoje em dia, os espetáculos de circo não são muito bem organizados. Aqui em Curitiba, é caro, sujo e com pouca organização. Então, o circo da Monica é uma opção para levar a criança para ver um show circense de melhor qualidade (sem precisar pagar o Cirque Du Soleil, rs).

Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). No site dizia que aceitava cartão, mas não vá desprevenido. O sistema saiu do ar e quase que eu e a Manuela não conseguimos comprar o ingresso! Além disso, tem que levar dinheiro para comidinhas que as crianças sempre pedem, né? Aqui em casa, eu já estabeleço antes de ir o que nós vamos comprar no evento. A lanchonete vende: pipoca  (R$ 7 e R$ 10. O pacote é minúsculo...), algodão doce (R$ 5), suco e refri (R$ 5), água (R$ 3), churros (R$ 5) e cachorro quente (eu não vi o preço).


Também tinha um vendedor com brinquedos brilhantes, mas eu não perguntei o preço porque tinha avisado a Manuela de que não compraríamos. No início do show, um moço tira sua foto e depois vem te vender a lembrancinha por R$ 10.


Só que não levei câmera e as fotos foram pelo celular mesmo. Por isso, desculpem a qualidade (ou falta dela).

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Já conhece o Furby?

Você já conhece o Furby? Se seu filho assiste televisão, com certeza, ele já viu a propaganda por aí. E talvez, até pediu o brinquedo... A Manuela pediu para mim há uns dois meses mais ou menos. A minha irmã (tia rica e phyna) estava em Londres e perguntou o que ela queria de presente: não sou boba, indiquei o Furby.

O Furby foi lançado no ano passado (o original nasceu na década de 90) e é uma pelúcia interativa. Ele responde ao toque, à fala, à música e vai moldando sua personalidade de acordo com a forma que é tratado. Fala em Furbish (língua própria) e em português e quanto mais você brinca com ele, mais ele vai falar em português.

Para se divertir mais, é importante baixar o aplicativo gratuito do Furby para iOS ou Android. Com ele, você pode dar comida para o Furby e traduzir o que ele fala, além de outras interações com o brinquedo. Mesmo sem o app, ele sente cócegas, acha graça quando a gente segura ele pelo pé, dança quando ouve música e faz dengo quando ganha carinho.

O Furby custa R$ 400 reais, em média, aqui no Brasil. Na Inglaterra, a minha irmã pagou 70 libras. Obviamente, o Furby da Manuela fala em inglês. Ele é super engraçado. Entre as frases que fala: "me hungry", "me sleepy", "party time", "OMG really?", "seriously?". O "I love you" ele só falou para mim até hoje. Ele tem personalidade e vontade própria. Uma hora a gente faz cócegas e ele ri, outra hora a gente faz cócegas do mesmo jeito e ele fala "not now".

Usa quatro pilhas AA (não inclusas) que duraram 3 dias apenas logo que a Manuela ganhou e brincava sem parar. Um dos maiores problemas do Furby é que ele não tem botão de desligar e é difícil fazê-lo dormir. Depois que dormiu, tem que ter muito cuidado ao tocá-lo para que ele não acorde... Mas é divertido!

Veja o vídeo oficial da Hasbro:




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Lugar para ir com criança: Bistrozinho Snacks e Comidinhas Divertidas, em Curitiba

Neste final de semana, finalmente eu e a Manuela conhecemos o Bistrozinho Snacks e Comidinhas Divertidas, que inaugurou no comecinho do ano aqui em Curitiba. A proposta do restaurante é ser um espaço aconchegante, confortável para as crianças e adultos, em que pais e filhos possam passar momentos especiais juntos. Tudo isso com comida saudável e saborosa.

O ambiente é todo colorido e adaptado. Livros estão ao alcance das crianças, mesinhas e cadeirinhas do tamanho dos pequenos, cadeirões para os bebês e muitos enfeites e cores por todo o lado. Trilha sonora super apropriada completa o ambiente. 

Logo de início, a criança recebe o seu jogo americano com diversos adesivos para montar um bonequinho que acompanhará a refeição. Super legal.

O cardápio – assim como tudo lá – é totalmente lúdico, da descrição dos pratos às receitas propriamente ditas. Foi desenvolvido pela proprietária, que é psicóloga e mãe, Denise Pereira. Não sei se isso acontece com todos, mas como fomos as primeiras a chegar, a própria chef trouxe a nossa comida na mesa e nos explicou os pratos.

De entrada, pedimos o couvert: um pão delicioso em formato de letras (escrevendo BEM VINDO), acompanhado com manteiga tradicional e cor-de-rosa, que fez o maior sucesso com a Manuela. Eu bebi coca; ela, suco de uva orgânico – que também conquista pela apresentação.: uma garrafinha fofa e canudo enroladinho.

Suco de uva orgânico
Para a refeição principal, eu pedi ravioli recheado com maminha assada, que estava delicioso e bem servido.  A chef ainda trouxe uma canetinha, para a Manuela ligar os pontos do desenho na cerâmica do meu prato. Ela comeu polentinha com ragu de linguiça, que é servida em formato de coração!! Particularmente, achei a porção um tanto quanto pequena e o tempero meio forte para criança. A Manuela não quis comer tudo porque estava “muito ardido”, nas palavras dela. 

Ambos os pratos vieram acompanhados de um pedaço de grana padano (também em formato de coração) e um mini ralador. Foi meu detalhe preferido! Importante: tudo foi muito rápido. É algo muito relevante quando se trata de comida e crianças, né?

De sobremesa, o cardápio é dividido em opções "para comer" ou "para brincar e comer". É claro que optamos pela segunda e pedimos um brigadeiro de panela, que vem acompanhado de forminhas e diferentes confeitos para a criança enrolar na hora. Nesse mesmo formato “faça você mesmo”, tem opção de sorvete e um tal de popcookie.

Prato para ligar os pontos
Antes que me perguntem: não, não achei barato! Para fazer um lanche da tarde, você vai gastar o mesmo do que em uma panificadora/ confeitaria boa em Curitiba. Mas, para refeição, é um custo alto, principalmente porque, em geral, vão filho, pai e mãe. As refeições de adulto – a maior parte do cardápio é servido em porção G ou P – custam a partir de R$ 29,90. As refeições de crianças – existem alguns pratos só em porção pequena – custam a partir de R$ 18,90. O brigadeiro custou R$ 16,90.

O cardápio ainda traz opções "para brincar". São kits para a criança personalizar uma coroa, ou uma espada, ou uma capa, entre outros. Custam a partir de 35, 40 reais. Não pedi e não me lembro bem ao certo.

Enfim, é um lugar super agradável e com comida MUITO boa mesmo. Achei apenas que faltou um ambiente de brincar, como um parquinho ou área com brinquedos. Mas imagino que seja de propósito, já que a ideia é deixar as crianças próximas aos pais e ligadas na comida...

O Bistrozinho Snacks e Comidinhas Divertidas fica na Alameda Presidente Taunay, 543.

Jogo americano para personalizar

Polentinha com ragu de linguiça
Pedaço de grana padano para ralar na hora

Brigadeiro para enrolar e confeitar